26.02.2010 - Venda de material de construção avança em janeiro, diz entidade
Nos últimos 12 meses, no entanto, o segmento ainda acumula queda de 10,30%, de acordo com os dados divulgados pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgados nesta sexta-feira.
O faturamento das vendas de material de construção no mercado interno apresentou crescimento de 2,61% em janeiro na comparação com dezembro e de 13,84% em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período.
Nos últimos 12 meses, no entanto, o segmento ainda acumula queda de 10,30%, de acordo com os dados divulgados pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgados nesta sexta-feira.
O nível de emprego nesse segmento da indústria registrou alta de 4,08% em relação a janeiro de 2009, e na comparação com o mês anterior ficou praticamente estável ao apresentar leve alta de 0,49%.
O resultado positivo apresentado no mês passado está alinhado com as expectativas otimistas do setor, que apontam para um crescimento de 15% em 2010. Janeiro registrou a terceira expansão no faturamento, no comparativo com igual mês no ano anterior, depois de 12 meses consecutivos de redução.
Termômetro
O Termômetro Abramat --sondagem realizada mensalmente entre as empresas associadas à entidade-- indicou em fevereiro um forte crescimento do otimismo na Indústria de Materiais de Construção para os próximos 12 meses. De acordo com a enquete, 84% dos empresários consultados disseram estar otimistas sobre as vendas em março. Já a quantidade de pessimistas ficou em 3%, contra 6% em janeiro.
Já perspectiva de investimentos também avançou, com 67% das empresas planejando investir na capacidade de produção nos próximos 12 meses. É o nível mais alto para a pesquisa, se igualando ao índice registrado em dezembro de 2009.
Segundo o presidente da Abramat, Melvyn Fox, o otimismo é puxado principalmente pela demanda gerada pelo programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", e que não há risco de gargalos no setor. "Com o nível de capacidade instalada ociosa em 16%, aliado à alta intenção de investimentos, o setor não deve ter problemas em atender à demanda aquecida", explicou Fox em nota.
Fonte: Tribuna da Bahia